Visita à Galiza

Nos dias 29 e 30 de abril e 1 e 2 de maio de 2014, realizou-se uma viagem cultural à Galiza, no âmbito da disciplina História da Cultura e da Arte da Prof. Júlia Carrapo, aberta a outros professores e alunos da Usalma.

Partimos de manhã cedo e almoçámos em Vila Nova de Cerveira, num restaurante típico, lá bem no alto, a pouca distância do emblema da região, o cervo de metal que do cimo da serra rasga o céu em contraluz!

De espírito aberto e curiosidade aguçada, desvendámos os segredos da Galiza.

Castro de Santa Tecla, onde existiu uma assinalável civilização castreja, deorigem celta, cujas habitações, algumas reconstruídas, ainda hoje se podem admirar.

Pontevedra, com ruas típicas e casas brasonadas. Uma estátua chamou a nossa atenção: era a de um homem pequeno e magro, com uma longa barbicha e bengala - o escritor Ramon Maria Valle. Visitámos a Real Basílica de Santa Maria, a Capela da Peregrina e a Praça da Ferraria, onde o guia referiu o dito popular: Maria, se queres casar/ não te cases com o ferreiro/ Qu’es mui duro de lavar/ Casa-te com o marinheiro/Que vem lavado do mar!

Vigo, a maior cidade da Galiza, cujo porto de pesca é um dos maiores do mundo. Nas palavras bem-humoradas do guia, Vigo trabalha, Santiago reza e a Corunha diverte-se. A zona portuária, Bairro da Ribeira, com suas casas antigas e estreitas, cujo caraterístico rés-do-chão tinha sido destinado à venda de peixe, e a longaavenida à beira das praias, sendo a mais conhecida a Praia do Samil, ocupou-nos um dia.

Seguindo para norte, surpreendeu-nos a Galiza verdejante, onde, aqui e além, sobressaiam os típicos espigueiros ou combarros.

A Corunha, cidade cosmopolita, embelezada por rotundas com pedras coloridas e arvoredo. As suas praias são muito frequentadas de 24 de Junho a fins de Setembro. A Praça Maria Pita, onde se encontra a Câmara Municipal, é imponente. Do passeio público da La Marina vê-se o Rio Mero que se transforma em ria ao misturar-se com as águas do mar. Curiosamente, as rias de Pontevedra e Vigo são baixas e as da Corunha são altas. Admirámos o Aquário Finisterra, com as suas espécies marinhas e assistimos à alimentação das focas, mantidas em reservatórios exteriores.

No ponto mais a norte, fica o mais antigo farol em funcionamento, denominado Torre de Hércules. No século XVI, foi revestido com uma pele neoclássica, para evitar ser corroído pelo sal. No ano 2000 foi considerado património cultural da Unesco.

Santiago de Compostela, um dos principais locais de peregrinação da Europa, onde confluem os bem conhecidos Caminhos de Santiago. Da Praça Rosalia de Castro avistam-se as torres da catedral, através de árvores de grande porte. Curiosa a estátua de duas velhas, de trajes garridos, a Maria e a Corália, filhas de um anarquista. Pelo facto de irem passear ao parque sempre à mesma hora, são conhecidas pelas «duas em ponto». Digno de nota o Museu da Catedral pela sua enorme riqueza. Da missa solene na Catedral destaca-se a impressionante cerimónia do lançamento do turíbulo ou botafumeiro, que, em vigoroso movimento, liberta o cheiro mágico e inebriante do incenso…O guia Jesus Anjo (duplamente divino para o seu humor) conduziu uma visita ao interior da Catedral, chamando a atenção para pormenores relevantes e terminando-a no Pórtico da Glória, cujo arco central é apoiado por um decorado mainel com a escultura de Santiago.

O almoço no restaurante D. Quixote pôs termo à visita e regressamos a Almada, satisfeitos com a variedade e beleza dos locais visitados e com o agradável convívio que se gerou.

 Luísa Elvas/ José Monteiro

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